//Verão: tudo o que você precisa saber para prevenir o estresse térmico em seu rebanho

Verão: tudo o que você precisa saber para prevenir o estresse térmico em seu rebanho

Vem com a G3 Química descobrir como combater um dos grandes vilões da sua produção: o estresse térmico!

 

Com a chegada do verão, os produtores de leite têm um novo desafio: lidar com o forte calor, a oscilação de temperatura, a umidade e o excesso ou a falta de chuva, conforme cada região.

Estas condições acabam trazendo uma série de dificuldades, entre eles, o estresse térmico, um verdadeiro vilão das fazendas leiteiras nesta época do ano. Mas antes de te ajudar a combater este mal, vamos começar explicando exatamente o que é exatamente o estresse térmico. Vamos lá?

O estresse térmico é uma condição que ocorre quando as vacas não conseguem dissipar o calor produzido pelo próprio organismo, e que pode causar diversos efeitos negativos na saúde e na produção das mimosas.

Para compreender melhor: a zona de conforto térmico das vacas oscila entre -5 °C e 22°C, e qualquer temperatura acima dessa leva o animal à condição de estresse e desconforto térmico.  Conforme a Embrapa, no Brasil a temperatura média do ar costuma ficar acima de 20ºC, e a máxima acima de 30°C em grande parte do ano, em função da sua localização na faixa tropical.

Com a temperatura corporal elevada, as vacas acabam diminuindo o consumo de matéria seca, o que resulta em um efeito dominó não só na produção como também na imunidade e na reprodução. Os efeitos do estresse térmico podem causar prejuízos enormes nas propriedades, por isso, o resfriamento do gado leiteiro se tornou um dos tópicos mais estudados por pesquisadores nos últimos anos. Mas apesar do extenso conhecimento produzido sobre o assunto, ainda há fazendas que não se adaptam às condições necessárias para evitar essa condição.

Técnicas de manejo adequadas e os equipamentos corretos podem não só proteger a produção e a qualidade do leite, como também garantir às vacas mais conforto e qualidade de vida, o que resultará em melhores resultados também a longo prazo.

Confira algumas das medidas que você deve adotar para lidar com o estresse térmico:

– Água: forneça água em abundância durante todo o dia, principalmente após a ordenha. Esta água deve ser de qualidade, estar armazenada em bebedouros limpos e dimensionados conforme a quantidade de animais. 

– Sombra: os animais também precisam ter sombra para descanso disponível conforme o tamanho do rebanho. Caso não exista espaço na sobre para todas, as vacas tendem a se aglomerar, o que aumenta o estresse térmico. A área de descanso deve ter no mínimo 80% de sombreamento e 4m² por animal.

– Dieta balanceada: outro fator muito importante para gerenciar o estresse térmico é uma alimentação equilibrada. O excesso de proteínas, por exemplo, tende a aumentar ainda mais o calor gerado pelo rumem e, por consequência, a temperatura corporal do animal.

– Horários: o período entre as 10h e as 16h é o mais crítico e merece cuidados especiais. Neste momento, a água e a sombra se tornam ainda mais importantes. Uma boa técnica também  é antecipar a ordenha e a suspensão do fornecimento de alimento no cocho na parte da manhã. Desta forma os animais poderão se deslocar mais cedo para a pastagem e assim retornar mais cedo, evitando horários próximos ao meio-dia.

– Todos os animais precisam de atenção: as vacas secas ou em pré-parto também sofrem os efeitos do estresse térmico. Nestes animais, a condição pode ser ainda mais preocupante, já que pode acabar comprometendo toda uma lactação.

 

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O horário de verão e o estresse térmico:

Com o início do horário de verão no último mês de novembro, os produtores de algumas regiões do país precisam se atentar e preparar os seus rebanhos para que este período não afete a sua produção.

Isso pode ocorrer porque as vacas são animais rotineiros, ou seja, fazem a ordenha e demais atividades que envolvem o manejo todos os dias no mesmo horário. Desta forma, se o produtor costuma realizar a ordenha às 5h no horário normal, no horário de verão, para os animais será às 6h.

A dica é começar a ordenha às 5h50 (no caso de uma ordenha costumeiramente às 5h), depois reduzir o horário para 5h40, e assim sucessivamente até chegar às 5h novamente. Quando voltar o horário de verão, ele deve voltar gradativamente também. A ordenha realizada durante a tarde deve ser feita uma hora depois do horário costumeiro, para também assim evitar o estresse nos animais e seus possíveis impactos na produção e na sanidade. Lembrando que em 2019 o horário de verão ocorre até o dia 16 de fevereiro.

 

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De |2019-02-11T10:54:40+00:00fevereiro 11th, 2019|Notícias|0 Comentários

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